Abraço a todos na Escola!
sábado, 24 de fevereiro de 2007
sexta-feira, 12 de janeiro de 2007
Lisboa à Letra

"Lisboa à Letra é um concurso de escrita literária organizado pelo Pelouro da Juventude da Câmara Municipal de Lisboa, destinado a jovens dos 15 aos 30 anos que residam, estudem ou trabalhem no concelho de Lisboa.
Os textos, nas categorias de prosa (ficção) e poesia, são obrigatoriamente inéditos e têm como temática de fundo a cidade de Lisboa, interpretada livremente pelos concorrentes.Cada participante pode apresentar o máximo de um trabalho em cada uma das categorias a concurso.
O valor dos prémios é de 750 €, 500 € e 250 € para os três primeiros classificados em cada categoria.Todos os trabalhos premiados encontram-se publicados na brochura da respectiva edição de Lisboa à Letra.
A brochura de Lisboa à Letra tem ainda a particularidade de ser ilustrada por alunos de estabelecimentos escolares de belas artes."
Podes encontrar mais informações em: http://www.lxjovem.pt/?id_tema=164
quinta-feira, 11 de janeiro de 2007
Ideias de base...
A humanidade não é mais do que uma palavra abstracta; podemos apesar dos seus defeitos – que sem dúvida contrabalançam os nossos – simpatizar com os seres com quem nos encontramos ou pensar pelo menos nas possibilidades infinitas que existem em cada um deles.
Marguerite Yourcenar
segunda-feira, 8 de janeiro de 2007
Ou isto...ou aquilo...
Ou isto ou aquilo
Ou se tem chuva e não se tem sol,
ou se tem sol e não se tem chuva!
Ou se calça a luva e não se põe o anel,
ou se põe o anel e não se calça a luva!
Quem sobe nos ares não fica no chão ,
Quem fica no chão não sobe nos ares.
É uma grande pena que não se possa estar
ao mesmo tempo em dois lugares!
Ou guardo dinheiro e não compro o doce,
ou compro o doce e não guardo o dinheiro.
Ou isto ou aquilo: ou isto ou aquilo...
e vivo escolhendo o dia inteiro!
Não sei se brinco, não sei se estudo,
se saio correndo ou fico tranquilo.
Mas não consegui entender ainda
qual é melhor: se é isto ou aquilo.
Cecília Meireles
Um pé dentro...um pé de fora...

É difícil estar com um pé dentro e com um pé de fora das coisas...
É difícil não poder estar em pleno nas coisas...
É difícil estar num impasse!
É difícil responder a: "Mas quando é que o G@@F reabre de vez?"
Ou a: "Ele vai voltar a abrir ou não?"
Saber estar com um pé dentro e com um pé de fora das coisas requer equilíbrio de trapezista!
Requer também uma dose de poesia e umas pitadas de fadista!
Saber estar com um pé dentro e com um pé de fora das coisas requer cuidados, subtilezas e olhares muito atentos e atenciosos.
E estes últimos muito bem dirigidos...
A quem nos pergunta pela Escola: "Quando é que o G@@F reabre de vez?"
Ou mesmo a quem nada nos pergunta com palavras...usando outros tons para o fazer...com um não dito a preto e branco...
Aguardando uma paleta inteira de cores, com cores muito bem inteiras e definidas...
É difícil não poder estar em pleno nas coisas...
É difícil estar num impasse!
É difícil responder a: "Mas quando é que o G@@F reabre de vez?"
Ou a: "Ele vai voltar a abrir ou não?"
Saber estar com um pé dentro e com um pé de fora das coisas requer equilíbrio de trapezista!
Requer também uma dose de poesia e umas pitadas de fadista!
Saber estar com um pé dentro e com um pé de fora das coisas requer cuidados, subtilezas e olhares muito atentos e atenciosos.
E estes últimos muito bem dirigidos...
A quem nos pergunta pela Escola: "Quando é que o G@@F reabre de vez?"
Ou mesmo a quem nada nos pergunta com palavras...usando outros tons para o fazer...com um não dito a preto e branco...
Aguardando uma paleta inteira de cores, com cores muito bem inteiras e definidas...
sexta-feira, 1 de dezembro de 2006
"O coração é como a árvore - onde quiser volta a nascer."
"O Rio das Quatro Luzes" - Mia Couto

Mia Couto (2004). O Fio das Missangas - Contos. Caminho: Lisboa.
"Vendo passar o cortejo fúnebre, o menino falou:
- Mãe: eu também quero ir em caixa daquelas.
A alma da mãe, na mão do miúdo, estremeceu. O menino sentiu esse arrepio, como descarga da alma na corrente do corpo. A mãe puxou-o pelo braço em repreensão.
- Não fale nunca mais isso.
Um esticão enfantizava cada palavra.
- Porquê, mãe? Eu só queria ir a enterrar como aquele falecido.
- Viu? Já está a falar outra vez?
Ele sentiu a angústia em sua mãe já vertida em lágrima. Calou-se, guardado em si. Ainda olhou o desfile com inveja. Ter alguém assim que chore por nós, quanto vale uma tristeza dessas?
À noite, o pai foi visitá-lo na penumbra do quarto. O menino suspeitou: nunca o pai lhe diria um pensamento. O homem avançou uma tosse solene, anunciando a seriedade do assunto. Que a mãe lhe informara sobre seus sortunos comentários no funeral. Que se passava, afinal?
- Eu não quero mais ser criança.
- Como assim?
- Quero envelhecer rápido, pai. Ficar mais velho que o senhor.
Que valia ser criança se lhe faltava a infância? Este mundo não estava para meninices. Porque nos fazem com esta idade, tão pequenos, se a vida aparece sempre adiada para outras idades, outras vidas? Deviam-nos fazer já graúdos, ensinados a sonhar com conta medida. Mesmo o pai passava a vida louvando a sua infância, seu tempo de maravilhas. Se foi para lhe roubar a fonte desse tempo, porque razão o deixaram beber dessa água?
- Meu filho, você tem que gostar de viver, Deus nos deu esse milagre. Faça de conta que é uma prenda, a vida.
Mas ele não gostou nada dessa prenda. Não seria que Deus lhe poderia dar outra, diferente?
- Não diga isso, Deus lhe castiga.
E a conversa não teve mais diálogo. Fechou-se sob ameaça de punição divina.
O menino permanecia em desistência de tudo. Sem nenhum portanto nem consequência. Até que, certa vez, ele decidiu visitar seu avô. Certamente ele o escutaria com maiores paciências.
- Avô, o que é preciso para se ser morto?
- Necessita ficar nu como um búzio.
- Mas eu tanta vez estou nuzinho.
- Tem que ser leve como a lua.
- Mas eu já sou levinho como a ave penugenta.
- Precisa mais: precisa ficar escuro na escuridão.
- Mas eu sou tinto e retinto. Pretinho como sou, até de noite me indistinto do pirilampo avariado.
Então o avô lhe propôs o negócio. As leis do tempo fariam prever que ele fosse retirado primeiro da vida. Pois ele falaria com Deus e requereria mui respeitosamente que se procedesse a uma troca: o miúdo falecesse no lugar do avô.
- A sério, avô? O senhor vai pedir isso por mim?
- Juro, meu filho. Eu amo de mais viver. Vou pedir a Deus.
E ficou combinado e jurado. A partir daí, o menino visitava o avô com ansiedade de capuchinho vermelho. Desejava saber se o velho não estaria atacado de doença, falho no respirar, coração gaguejado. Mas o avô continuava direito e são.
- Tem rezado a Deus, avô? Tem-lhe pedido consoante o combinado?
Que sim, tinha endereçado os ajustados requerimentos. A troca das mortes, o negócio dos finais. Esperava deferimento, ensinado pela paciência. Conselho do avô: ele que, entretanto, fosse menino, distraído nos brincandos. Que, ainda agora, o que ele se lembrava era o mais antigo da sua existência. E lhe contou os lugares secretos de sua infância., mostrou-lhe as grutas junto ao rio, perseguiram borboletas, adivinharam pegadas de bichos. O menino, sem saber, se iniciava nos amplos territórios da infância. Na companhia do avô, o moço se criançava, convertido em menino. A voz antiga era o pátio onde ele se adornava de folguedos. E assim sendo.
Uma certa tarde, o avô visitou a casa dos seus filhos, sentou-se na sala e ordenou que o seu neto saísse. Queria falar, a sós, com os pais da criança. E o velho deu entendimento: criancice é como amor, não se desempenha sozinha. Faltava aos pais serem filhos, juntarem-se miúdos com o miúdo. Faltava aceitarem despir a idade, desobedecerem ao tempo, esquivar-se do corpo e do juízo. Esse é o milagre que um filho oferece - nascemos em outras vidas. E mais nada falou.
- Agora já me vou - disse ele - porque senão ainda adormeço com minhas próprias falas.
- Fique, pai.
- Já assim velho, sou como o cigarro: adormeço na orelha.
Se ergueu e, na soleira, rodou como se tivesse sido assaltado por pedaço de lembrança. Acorreram em aflição. O que se passava? O avô serenou: era apenas cansaço. Os outros insistiram, sugerindo exames.
- O pai vá e descanse com muito cuidado.
- Não é desses cansaços que nos pesam. Ao contrário, agora ando mais celestial que nuvem.
Que aquela fadiga era fala de Deus, mensagem que estava recebendo na silênciosa língua dos céus.
- Estou a ser chamado. Quem sabe, meus filhos, se esta é nossa última vez?
O casal recusou despedir-se. Acompanharam o avô a casa e sentaram-no na cadeira da varanda. Era ali que ele queria repousar. Olhando o rio, lá em baixo. E ali ficou, em silêncio. De repente, ele viu a corrente do rio inverter de direcção.
- Viram? O rio já se virou.
E sorriu. Estivesse confirmado o improvável vaticínio. O velho cedeu as pálpebras. Seu sono ficou sem peso. Antes, ainda murmurou no ouvido do seu filho:
- Diga a meu neto que eu menti. Nunca fiz pedido nenhum a nenhum Deus.
Não houve precisão de mensagem. Longe, na residência do casal, o menino sentiu reverter-se o caudal do tempo. E os seus olhos se intemporaram em duas pedrinhas. No leito do rio se afundaram quatro luzências.
Da feição que fui fazendo, vos contei o motivo do nome deste rio que se abre na minha paisagem, frente à minha varanda. O rio das Quatro Luzes." (pp. 113-117)
domingo, 26 de novembro de 2006
Associação Jovem a Jovem
A AJJ está a organizar uma série de actividades no Vale de Alcântara!
Aqui ficam infos sobre uma dessas actividades!
Quem somos ?
A Associação Jovem a Jovem (AJJ) é uma associação, sem fins lucrativos, que trabalha com e para os jovens desde 1994.
Participolix
Com o Participolix, vamos trabalhar com as crianças e jovens dos 10 aos 15 anos. Todos vão poder participar nas várias actividades que irão decorrer (Visionamentos de filme Ateliers, workshops, jogos em grupo), e ainda trazer as suas ideias para com elas criar outras.
Atitudes
Com o Atitudes vamos trabalhar com os jovens dos 16 aos 21 anos, que não frequentam a escola ou a universidade, para ajudá-los a descobrir a sua profissão, ou, para aqueles que já sabem, arranjar um emprego onde se sintam realizados. Uma vez sabendo o que querem, vão começar
por fazer uma formação nessa profissão, para depois trabalharem e ganharem a sua independência.
Aos Participantes:
Olá!
Nós somos a Associação Jovem a Jovem ( A. J. J. ).
Realizámos uma actividade em Alcântara no dia 16 de Setembro, o "Sábado Tásse Bem", com insufláveis e escalada.
Se não participaste tens agora uma excelente oportunidade para nos conheceres.
Vimos convidar-te para participares num curso Jovem a Jovem, onde te esperam muitas actividades interessantes e divertidas. A estadia, refeições e actividades são gratuitas.
Se quiseres participar e os teus pais estiverem de acordo, pede-lhes para preencherem o convite e entrega-o no GAAF da tua escola.
NOTA: É absolutamente necessária a assinatura do teu encarregado de educação.
Aos Pais:
O curso Jovem a Jovem está inserido no projecto Participolix, um projecto da da A.J.J. em colaboração com a Escola, que começa agora e vai continuar até final de 2008. Vai realizar-se de dia 16 a 20 e Dezembro, fora de Lisboa. A estadia, alimentação e transportes vão ficar a cargo da A.J.J
Este Curso Jovem a Jovem de cidadania é um curso para jovens onde se fala abertamente e se
aprende sobre temas como a tolerãncia, pressão de pares resolução de conflitos, entre outros, de forma a que cada jovem seja capaz de construir um projecto de Vida inserido na sua sociedade. Também se realizarão actividades desportivas para criar estilos de vida suadáveis.
Para qualquer esclarecimento por favor contacte a A.J.J. para os contactos que se encontram no verso deste folheto.
O que fazemos ?
A AJJ desenvolve as suas actividades nas seguintes áreas:
a) Promoção da Saúde, relativa às toxicodependências e à sexualidade, fomentando estilos de
vida e comportamentos saudáveis;
b) Educação para a Cidadania, desenvolvendo o sentido cívico e promovendo o conhecimento e exercício de direitos e deveres de forma a permitir uma integração social;
c) Integração Social, promovendo a formação profissional e o emprego.
Para mais informações dirige-te ao G@@F! Ou contacta directamente a AJJ!
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